Com o objetivo de dialogar com a população sergipana e atualizar as necessidade de cada cidade, o pré-candidato ao Senado e médico anestesiologista do Sistema Único de Saúde (SUS), Eduardo Amorim (Republicanos), tem constatado que há uma demanda urgente nos hospitais regionais, os quais precisam ampliar, sobretudo, a capacidade de atendimento, ampliar o quadro funcional e garantir equipes completas, além de aumentar a resolutividade dos atendimentos de baixa e média complexidade, afim de desafogar o fluxo de atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE).

“Precisamos dar resolutividade aos hospitais regionais; o que é dar resolutividade? É ter mais especialistas e equipamentos. Por exemplo, se tiver alguém com traumatismo craniano, tem que ir para o HUSE, porque os hospitais regionais não têm a estrutura necessária. Mas tudo o que for possível ser tratado no hospital regional de maneira digna e segura, tem que estar disponível, como tomografia e ressonância. Outra medida necessária é ampliar o quadro de funcionários aptos para atender os pacientes do SUS; não adianta adquirir equipamentos sem dispor de profissionais que possa operá-lo e realizar o tratamento”, aponta Eduardo Amorim.

Conforme destacado por Eduardo Amorim, a necessidade de ampliar a presença de especialistas é ainda mais evidente nos atendimentos relacionados aos acidentes com motocicletas, um meio de transporte bastante utilizado nos municípios do interior. Atualmente, no estado, existem seis hospitais regionais: em Estância, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Propriá e Lagarto. Em Sergipe, no ano passado o número de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas chegou a 57,8% do total dos sinistros registrados em 2023. O índice ficou acima da média nacional, que foi 38,6% no mesmo período.

“Hoje a motocicleta é um transporte urbano e rural. Com ela vêm muitos acidentes, e por isso precisamos ampliar a oferta de especialistas, principalmente ortopedistas no interior. Hoje Sergipe tem quase 200 ortopedistas. Vivemos em um estado que geograficamente permite isso, pois a maior distância de uma cidade para a capital é de 195 km, que é Canindé de São Francisco. Sendo assim, é possível qualificar esse trabalho descentralizado e ofertar aos sergipanos especialistas para atender nos hospitais regionais”, garante.