Durante entrevista concedida ao podcast: “Rafa Macedo Pode”, na noite desta quarta-feira, 11, o pré-candidato ao Senado Federal e médico anestesiologista, Dr. Eduardo Amorim (Republicanos), apresentou sua trajetória enquanto profissional da medicina, seu trabalho cotidiano nos corredores do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua atuação no Congresso Nacional. Único parlamentar sergipano eleito o melhor senador do Brasil, Eduardo é também o primeiro médico nascido na menor Unidade Federativa do país com especialização em dor.
Entrevistado pela jornalista e escritora Rafaela Macedo, o convidado externou seu compromisso com a medicina, com cada um dos pacientes e com a saúde pública em geral. Ex-secretário de estado da Saúde na gestão do governador João Alves Filho, Eduardo Amorim é o idealizador do projeto que resultou na construção do Hospital do Câncer de Sergipe (HCS). “Na medicina a gente cuida de uma pessoa por vez; é a minha profissão que me dediquei e sigo me dedicando com zelo, ética e o máximo de responsabilidade. Mas fui percebendo que eu poderia ajudar muitas pessoas de uma só vez, mas de outra forma. Em Sergipe, 85% da população é dependente do SUS. Para mim, política nunca foi profissão, e, sim, uma missão. Por isso, me alegro em estar na política para melhorar a vida dos sergipanos”, pontuou.
Para Eduardo, Sergipe pode se tornar referência no tratamento oncológico com o Hospital do Câncer, mas precisa deixar de ser popularmente conhecido como o ‘estado da festa’. Questionado sobre os 15 anos de múltiplas lutas pela construção da unidade hospitalar oncológica, ele lamentou que, mesmo diante da insistente e intensa mobilização popular e parlamentar, a inauguração ocorreu apenas no mês de dezembro do ano passado. Representante de Sergipe no Senado Federal, em 2010 deu início a ‘caravana da saúde’, quando reuniu mais de 150 mil assinaturas em apoio à construção; do respectivo gabinete foram destinados mais de 200 milhões de reais em emendas parlamentares para viabilizar o projeto de assistência aos pacientes oncológicos.
“Nosso estado precisa continuar avançando no tratamento e na prevenção de doenças como o câncer. É triste observar que o HCS ainda não funciona como deveria; menos de 20% da sua capacidade está sendo utilizada pelos pacientes do SUS, que lutam bravamente contra a doença. Sofre o paciente, sofre a família e os amigos. Eu sei o que é dor, me especializei nesta área e é triste acompanhar o descaso; o câncer é perverso e precisamos proporcionar o tratamento adequado. A estrutura do Hospital do Câncer foi erguida e precisa funcionar, mas olhando para o futuro breve, atesto mais uma vez que Sergipe também precisa de um Centro de Diagnóstico por Imagem e de hospitais das Clínicas, e do Servidor Público”, defendeu o médico.
Experiência compartilhada
Ao agradecer pela presença, Rafa Macedo enalteceu a importância de Eduardo Amorim compartilhar sua trajetória humana, política e profissional, como exemplo a ser seguido. “Um sergipano, natural da cidade de Itabaiana, que foi eleito o melhor senador do Brasil e sempre foi uma referência na saúde, seja ela no campo privado, mas em maior escala na saúde pública. Conheço inúmeras pessoas que foram atendidas por ele, ou mesmo tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado; Eduardo é elogiado com louvor por todos. Tivemos hoje uma aula de cidadania, respeito ao próximo e amor por Sergipe”, avaliou a jornalista.